Por causa do destino, que me fez nascer em outro estado, não posso dizer que sou Sport desde pequenininha. Mas posso garantir que torço pelo Leão desde que cheguei ao Recife. Nunca fui muito de ir para estádio, vestir camisa, usar boné com o símbolo do time, tatuar um leão na perna, essas coisas que os torcedores fanáticos fazem. Pior, eu não era nem de me importar se ganhava, perdia ou empatava. O que, para a maioria dos torcedores, poderia ser considerado como um comportamento estranho. Mas foi só até eu descobrir que o fato de me assumir torcedora do clube me transformava em um ser bizarro. Descobri que o ódio nasce pelo incentivo do adversário. O mal de ser xingado é xingar. E para não está levando desaforo para casa, aprendi a tirar onda com as outras torcidas e passei a utilizar o meu humor instantâneo em defesa própria.
Até dominar a linguagem dos torcedores levei muito cutucão. Quando ouvi pela primeira vez chamarem o Sport de “A Coisa”, juro que não entendi. Fã de histórias em quadrinhos demorei para entender que o tal “a coisa” não tinha nada a ver com o HQ. Era sim o jeito carinhoso do Leão ser chamado pelas torcidas adversárias.
Mas eu, que não entendo de futebol, coloco o coração na ponta dos dedos para tentar, pensando para escrever, entender o que se passa com o futebol do pentacampeão.
É um time perdido. Confuso e péssimo de assistir jogar. Salvo algumas coisinhas inesperadas, nada encanta. Mas qual seria o motivo de tamanha confusão, bagunça ou desorganização? Os jogadores se arrastam dentro das quatro linhas. O técnico – que por mim já tinha ido para a China – incentiva com gritos de PQP, Ca*****, P****, ou outros bem piores. E, por favor, que ninguém coloque um megafone na mão dele... Mas mesmo querendo que o Geninho se mude para Pequim sei que o problema não é apenas ele. Na verdade, acredito que a culpa de tudo é o tal Hexa – que é Luxo para alguns - imagino que o peso está maior do que o elenco possa suportar. Cada um sabe que pode escrever seu nome na história do clube, mas o peso do lápis é enlouquecedor. Eles precisam de liberdade. Cabe aos diretores retirarem tamanha carga das costas dos jogadores e comissão técnica. Avisem-me quando isso acontecer, até lá não quero saber do Sport.




0 comentários:
Postar um comentário